Segurança em primeiro lugar: 5 dicas essenciais para instalação da rede de proteção em casa

Rede de proteção na varanda/Projeto: Henrique Freneda/Foto: Celina Germer

Ter crianças e animais de estimação em casa exige algumas adaptações necessárias para garantir a segurança de todos. Uma dessas medidas é a instalação de uma rede de proteção nas janelas e varandas, principalmente em locais altos que ofereçam risco de quedas. Todo cuidado é pouco na hora de evitar acidentes. O importante é certificar-se da seriedade da empresa contratada, além de usar o material mais resistente às intempéries.

Mesmo que o morador não tenha filhos ou bichos, a tela também protege contra possíveis tombos que possam ocorrer próximos dos lugares altos. O designer de interiores Henrique Freneda reuniu cinco dicas que ajudarão a esclarecer as principais dúvidas sobre rede de proteção. “É imprescindível colocar a segurança e o conforto da sua família em primeiro lugar”, afirma.

Locais necessários:

É importante observar em quais lugares da casa ou do apartamento que a rede de proteção é necessária. Ela é muito utilizada em sacadas, varandas, mezaninos, escadas, parapeitos, janelas dos quartos, cozinhas e salas. “O mecanismo evita quedas de pessoas, animais e objetos, além de impedir a entrada de pássaros e morcegos dentro dos imóveis”, conta o profissional.

Varandas devem receber a rede de proteção/Projeto: Pietro Terlizzi/Foto: Guilherme Pucci

Materiais:

As telas podem ser feitas de dois materiais: Poliamida (nylon) e Polietileno. Cada uma possui características específicas. A primeira, que se assemelha a um tecido, não é impermeável, assim absorve água e impurezas externas. Por isso, ela é indicada para ambientes internos. Já o segundo é mais resistente e durável, sendo indicado para varandas e janelas.

Em apartamentos e casas no litoral, Henrique coloca uma terceira opção, a de inox, pois se mantém conservada apesar da umidade extrema, aumentando a vida útil da tela.

De acordo com a Norma Técnica Brasileira (NBR), as telas não podem ser de material reciclável. Além disso, devem suportar a propagação do fogo, aguentando temperaturas maiores que 50o C e com resistência de cargas de pressão longitudinal e transversal de 500 N/malha. Segurança em primeiro lugar!

Instalação:

“Não basta comprar o produto sem saber instalar e fazer os testes de qualidade”, conta Freneda. Para evitar dores de cabeça é preciso contratar empresas especializadas na instalação das redes de proteção. O mais importante durante este processo é tensionar corretamente as tramas para garantir a assistência contra quedas e acidentes.

Cada ambiente tem as suas especificações. Os pontos de fixação dos ganchos e buchas sofrem mudanças dependendo do material (estrutura metálica, alvenaria, madeira). Porém, a distância de, no máximo 35 cm, deve ser erespeitada rigorosamente.

Para verificar a idoneidade do serviço que será contratado, o aconselhável é verificar se a empresa está filiada a Abrasredes (Associação Brasileira de Empresas Técnicas em Instalação de Redes de Proteção e Segurança). Além de pedir referências e indicações de pessoas que já conheçam os profissionais.

Preste atenção na empresa contratada para instalação/Projeto: Andrade & Mello/Foto: Luis Gomes

Durante a instalação, quando as janelas ficarão abertas por muito tempo, crianças e animais não poderão estar próximos desses locais. “Depois desse processo é interessante pedir para o profissional fazer um teste e verificar se a rede está bem fixada”, ressalta o designer de interiores.

Durabilidade:

“Quanto menos exposta ao sol, maior será a durabilidade da rede de proteção”, alerta Henrique. Porém, os fabricantes devem assegurar, no mínimo três anos de inflexão. Tomando os cuidados necessários a vida útil pode chegar a oito anos.

Chuva, sol e a poluição sujam a tela. Para limpá-la, basta utilizar sabão ou detergente neutro em um pano úmido. Produtos químicos como água sanitária e sapólio podem corroer o material.

Cores:

No mercado existem nove cores de redes de proteção: branca, preta, prata, cristal, azul, marrom, verde, amarela e areia. Em condomínios, por exemplo, o morador deve perguntar ao síndico ou a administradora se existe um padrão, já que alguns prédios exigem que as telas apresentem tom e modelo específicos em todos os apartamentos.

Se não houver restrições, o cliente pode escolher a cor que mais combina com as superfícies. Reparar na tonalidade das esquadrias das janelas e da cortina, por exemplo, traz um contraste entre os itens.

“Nos meus projetos procuro usar a tela preta por não sujar tanto e ser mais fácil de higienizar. Dessa forma, o cliente não se incomodará tanto”, finaliza Freneda.

 

@frenedainteriores

www.frenedainteriores.com.br

(11) 97301-0330



Cadastre seu e-mail para receber as novidades do portal!

Confira também: